Entrevista com Tomaz Fantin de Souza, autor de “Uma passagem para Bratislava”

Nesta entrevista, Tomaz Fantin de Souza fala sobre o seu livro de estreia Uma passagem para Bratislava.

Tomaz Fantin de Souza é professor de engenharia mecânica no IFSUL, campus Sapucaia do Sul, natural de Vacaria, na Serra Gaúcha e gosta muito de viajar e escrever as histórias que acontecem nas viagens, que as pessoas lhe contam ou as que ele se recorda da infância.


Editora Polifonia (EP) – Por que o título “Uma passagem para Bratislava”?

Tomaz Fantin – Uma Passagem para Bratislava é o segundo conto do livro, durante o processo de organização do texto percebemos que um dos temas mais recorrentes eram as histórias de viagens, os contos se passam em Montevideo, João Pessoa, Machu Pichu, Cracóvia, Cuba, Roma, dentre outras, incluindo uma trapalhada com o ônibus que ia de Budapeste para Bratislava. A capital da Eslováquia parecia um lugar tão misterioso e pouco conhecido que funcionou como um coringa, Bratislava pode ser qualquer lugar do mundo, o leitor “compra” a passagem, ou seja, o livro promete muitas viagens, apesar de não ser só sobre isso.

EP – Você fala em seu livro sobre viagens, a diversos lugares, em diversas ocasiões. Quanto tempo você levou para reunir os contos do livro?

Tomaz Fantin – Eu comecei a escrever este livro em 2010 e terminei só em 2020. Em 2012, enviei alguns contos e um projeto chamado “As Histórias de Nono Toni” para a Bolsa de Criação Literária da Biblioteca Nacional e o projeto foi um dos selecionados.
Quando eu fui estudar mestrado na Alemanha, na saída do Brasil, meus amigos pediram para postar muitas fotos, achei que seria diferente criar um blog, pois já existiam as redes sociais e todo mundo postava fotos, no blog ia contando as experiências da chegada de um estudante brasileiro no exterior. Na volta, sem ter mais tanto conteúdo de viagens, comecei a escrever histórias engraçadas que me aconteciam ou que os amigos me contavam.
Depois disso me dediquei a passar num concurso do IF e a concluir o doutorado em engenharia, escrevendo pouca literatura neste período, mas após o fim do doutorado, em 2017, voltei a escrever e a viajar pelo Brasil e pela América Latina.

EP – Você pode nos contar um pouco sobre o seu processo de escrita?

Tomaz Fantin – A literatura me acompanha desde a infância, minha irmã conta que a minha relação com as letras começou antes de saber ler, pois eu chorava de rir com os gibis antes mesmo de ser alfabetizado. No Ensino Fundamental, uma professora incentivava muito a leitura e eu achava maravilhosa a ideia de criar uma realidade, a gente começa a contar uma história e, automaticamente, está em outro país, outra época, é como viajar no tempo.
Já com 10, 11 anos eu escrevia diários e, sem ter muita noção, tentei escrever um romance que não deu muito certo (risos). Voltei a escrever literatura com vinte e poucos anos, mas sempre como um passatempo, períodos mais criativos seguidos de anos sem escrever uma linha. Até que em 2017, após o fim do doutorado, tive mais tempo para ler e, consequentemente, escrever.
Para mim, as viagens são a maior fonte de inspiração, as crônicas simplesmente caem no colo. A gente tá tomando um sorvete em Maceió e, do nada, um maluco tenta arrumar uma briga com outra pessoa, aí já imagino que é comigo e sai uma história. As histórias que meus amigos contam também sempre foram bastante fonte de inspiração.

EP – Fale da experiência de ter editado o livro conosco:

Tomaz Fantin – Eu achei uma experiência maravilhosa! Foi meu primeiro livro, então, eu não sabia nada como funcionava o processo. Tinha ainda muitos textos soltos, coisas no Facebook, no e-mail, coisas do projeto da Funarte. A leitura crítica feita pela Editora me deixou com mais confiança de que a gente tinha uma coletânea de contos em mãos, foi um processo muito bonito, pois a forma, a técnica e os detalhes foram dando contorno ao que eram histórias soltas. Depois o processo de escolha da capa, da ordem dos contos, da separação em capítulos, das cores, orelhas, foi feito com muito carinho pela Polifonia, no detalhe, um processo de artesania que acabou me emocionando quando chegou o livro impresso em minhas mãos e, estava lindo.

EP – Onde é possível adquirir seu livro?

Tomaz Fantin – O livro foi lançado no começo de dezembro e, como o IF está com um calendário diferenciado em função da pandemia, ainda não consegui conversar com as livrarias, mas é possível adquirir através do site da Polifonia ou diretamente comigo através do Facebook ou instagram @tomazfantinsouza.

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